Arcos para: Violino, Viola, Cello e Baixo;
Construção e Reparos em Geral;

Biografia de Francisco Silva



Vídeo comemorativo dos 30 anos de profissão




DUO MOZARTIANO - Sobre os arcos de Francisco Silva




Conheça Francisco Silva






Francisco Silva, Pernambucano, nasceu em 1965, filho de marceneiro aos 8 anos migrou para São Paulo. Em 1987 aos 17 anos começou a estudar violino, e por influência de um amigo luthier surgiu o interesse de construir arcos.
Em 1988, o luthier e archetier Paulo Tavares conheceu seu potencial e talento, e se dispôs a ensina-lo onde lecionou Archeteria por um ano.
Assim começou sua ascendente trajetória, e atualmente é um dos maiores archetier do Brasil, seus arcos são usados nas principais orquestras do país, principalmente em São Paulo que a maioria dos músicos utilizam seus arcos tendo como os principais, Ecrich Leniger, Claudio Cruz, Emmanuele Baldini, Pablo de Leon, Watson Clis e o quarteto municipal compondo Betina Stegman, Nelson Rius, Marcelo Jaffé, Robert John entre outros, seu trabalho também foi reconhecido por grandes músicos ao redor do mundo como, Antônio Menezes, Shilomo Mintz, Boris Belkin, Jean Jaques Cantarow, Kuba Jakowtz, Antoni Flint, Chirad Askin, Julia Igonina entre muitos outros.
Em 2011, começou uma parceria com Paulo Tavares, e conheceu um archetier da França Herry Guerra, com ele adquiriu novas técnicas melhorando seu trabalho gradativamente até hoje.



Entrevista na TV Cultura



Conheça a História do Arco





A história dos instrumentos da família das cordas friccionadas, é marcada por crescentes mudanças e evoluções, tanto no que se diz em aspectos físicos, quanto também em aspectos sociais, té.;cnicos e culturais. Um grande exemplo disso é o fato de que antes de se tornar o instrumento mais conhecido desta família, o violino era um instrumento comumente associado a mendigos e pobres, só após o contato de reis e nobres com este fabuloso instrumento, que pôde entõo ser considerado instrumento fino e da realeza, lógico que estes fatos se deram muito antes do período barroco, no início da criação deste instrumento, este instrumento sempre esteve em constante mudança, houveram mudanças significativas nas medidas, nas cordas, nas peças, e principalmente nos arcos. E então, este componente importante da família das cordas friccionadas, O ARCO. Esta pequena ferramenta desempenha um papel importantíssimo na execução dos instrumentos, todos eles são friccionados por estes objetos, que recebem de alguns aficionados atenção mais que especial, tanto nos instrumentos barrocos como também nos modernos, houve muitas experiências no que tange a estas "varetas mágicas". Já os chineses e os árabes utilizavam arcos para tocar seus instrumentos, assim percebemos que a idéia de utilizar algo que não fosse os dedos parar tocar ou ferir as cordas, são mais longínquas do que se pensa superficialmente. Falemos um pouco sobre a história dos arcos de violino (que é um assunto que posso falar com propriedade), no período barroco, era de costume todos os artesãos construírem arcos para seus instrumentos, então a especialidade de fazer arcos como se tem hoje, se deu após a era de ouro italiana da luteria, esses profissionais de hoje são chamados de Archetaios (italiano), archetier (francês), e arqueteiro (português), são profissionais que se dedicam especialmente à feitura desses fabulosos instrumentos, como existe a grande tradição de Cremona Itália ser a mãe áurea da lutheria, também se tem a tradição que a cidade de Mirecourt (França) é a mãe áurea da arqueteria, se tem grandes artesãos na França, os mais famosos e reconhecidos no que se diz em desenvolvimento e pesquisas de arco. Os mais famosos e mais excelentes artesãos são os franceses Fraçois Tourte (1747-1835), que trabalhou com grandes violinistas para o aperfeiçoamento dos arcos, sobre tudo como o virtuose italiano Giovanni Batista Viotti (1755-1824), foi Tourte quem mudou os princ.ípios do arco barroco, que tinha sua curva côncava e não funcionava bem para determinadas técnicas, mas a pedido de Viotti, mudou a curva para convexa, e logo após se mudou o tamanho do arco a pedido do grande Paganini, e assim se chegou ao que hoje conhecemos, é claro que é uma explicação bem rápida, pois neste progresso, se fizeram os arcos que chamamos de transição. Este mesmo Tourte descobriu que uma de nossas madeiras mais nobres era a mais interessante para se fazer arcos, o Pau-Brasil, mais precisamente da espécie Pernambuco, por ter suas fibras peculiares, e boa resistência e elasticidade, passou a ser utilizado como a madeira de melhor desempenho para os arcos, e assim é até hoje. Vários modelos de arcos.



Os arcos barrocos, tem como os violinos também, diferentes medidas e formatos, existem inúmeros formatos, cada um feito de acordo com o que o seu dono pretendia tocar, sendo assim os mais famosos modelos foram os Vivaldi e Tartini, respeitando as exigências de seus respectivos donos, a madeira que era comumente utilizada era o Pau-cobra, uma madeira de aparência maravilhosa, com desenhos que lembram como diz seu nome a pele de uma serpente, tem uma beleza inigualável, e em arcos barrocos funciona muito bem, os talões eram feitos da própria madeira ou então de ébano ou chifres, se utilizava como hoje crina animal para as cerdas, e também se rechinava as cerdas antes de se tocar. Com o avançar da técnica e a necessidade dos violinistas de terem arcos que produzissem mais sons, e ajudassem na execução do instrumento, como já mencionamos, foram desenvolvidas várias teorias, e feitos muitos modelos. Existem artigos sobre um arco que o próprio Stradivari havia feito, e na oficina de Niccolò Amati, também se fazia os arcos. O mais interessante de toda a história é que com a evolução da técnica de construção dos arcos, os luthiers também se viram obrigados a mudar muitos recursos dos instrumentos, e hoje se tem uma vastidão de modelos de arco, com o mesmo tamanho que se tornou padrão para cada instrumento, sendo os mais famosos, os de Sartori, Peccati, Tourte e Villaume.


François Tourte